
Escrita por Ery Lopes
Estando eles ali — a mocinha e os dois garotos — conversando sobre tudo o que estava acontecendo, eis que apareceu no alto daquele calabouço, pela escotilha, um personagem já conhecido por nós: o Anjinho.
Ele não disse nenhuma só palavra, mas apontou para uma das paredes daquela pequena cela com o dedo indicador direito e essa parede derreteu-se, abrindo passagem para que os três prisioneiros pudessem sair.
— Obrigado, Anjinho! — disse Adam.
O Anjinho, que ainda continuava com um semblante triste, nada respondeu.
Michelle perguntou para Adam:
— Você o conhece?
— Não, exatamente — respondeu ele —, mas eu o vi navegando no mesmo rio que nos trouxe aqui.
Eduardo estava espantado e indagou:
— Ele é um anjo de verdade?
Adam não o fez esperar muito tempo pela resposta:
— Sim, quero dizer, acho que é. Quem sabe, não é meu anjo da guarda?
Aí, foi a vez de a menina falar:
— Olha, eu estou mais interessada em voltar pra casa! Que tal a gente sair daqui agora?
Os garotos concordaram e seguiram pela passagem que se abriu com o comando do anjinho.