Adam e o Sr. Pesadelo

Escrita por Ery Lopes

Página anterior

Capítulo 8


A saída


Depois de caminharem um bom bocado por uma nova trilha, Michelle, Eduardo e Adam finalmente avistaram uma passagem iluminada.

— É a nossa saída! — disse a menina, bem contente.

— Vamos lá! — os meninos disseram juntos.

Ao alcançarem essa nova passagem, eles avistaram uma sala repleta de outras crianças que também conseguiram sair do labirinto, mas que estavam todas presas novamente, dessa vez numa grande cela, sem terem para onde ir, pois todas as passagens haviam se fechado.

Michelle lançou a cruel pergunta:

— E agora? O que vamos fazer?

— Agora eu não sei mais! — disse Eduardo.

Foi quando Adam viu, surgindo no ar uma mancha negra que vinha cobrindo e escurecendo toda a cela:

— Vejam aquilo!

Todos gritaram de pavor e ainda mais quando viram que a tal mancha era viva, tipo um monstro que pouco a pouco ia engolindo a todos, dizendo em voz bem grave:

— Eu sou o Senhor Pesadelo e vocês todos agora são prisioneiros do meu mundo, o mundo do pesadelo!

Quando ele já estava bem próximo de Adam e de seus dois novos amiguinhos, nosso garoto de chuteiras avistou o anjinho no canto daquela sala, quietinho e nada triste, como antes estava. O menino de asas parecia querer dizer algo para Adam. Quem sabe, não seria um truque para vencer aquele terrível monstro que devorava as crianças?

Então o anjinho fez um sinal de um coraçãozinho e Adam tentou interpretar a mensagem:

— Um coração?...

O anjinho começou a bater com a mão direita rapidamente sobre o seu peito esquerdo, onde fica o coração.

— Um coração batendo forte? — Adam perguntou a si mesmo.

Depois o anjinho começou a diminuir o ritmo das batidas, batendo cada vez mais levemente. Adam tentou decifrar:

— Coração batendo forte, suave, calmo... Se acalmar, é isso? Preciso me acalmar?

O anjinho agora movia as mãos entre o coração e a cabeça.

Adam lhe perguntou:

— Coração, pensamento…? Pensar com o coração? É isso?

O anjinho fez sinal positivo com a cabeça e Adam completou:

— Pensar coisas boas?

O anjinho acenou que sim.

Adam então olhou firme para o Sr. Pesadelo, pensou em seu lar e em sua família, e então não ficou mais com medo do monstro negro que se aproximava.

— Eu vou devorar você! — o monstro ameaçou.

Adam, porém, continuou pensando em coisas boas e disse tranquilamente.

— Não, não vai me devorar! Você é só um pesadelo que eu mesmo criei, porque fui dormir irritado. Mas eu não estou mais irritado e eu vou acordar agora mesmo desse pesadelo, voltar a sorrir e logo mais estarei jogando futebol com meu pai!

— Não! — o monstro esbravejou — Pare com essa bobagem! Você está preso no mundo do Pesadelo!

As outras crianças viram que Adam estava muito tranquilo e começaram a se acalmar também.

— Atenção, crianças! — Adam pronunciou-se — Não tenham medo! Pensem nas coisas boas da vida de vocês, em suas famílias, e esse pesadelo vai se acabar.

Vendo as demais crianças se acalmarem, o Sr. Pesadelo começou a perder a cor e a desaparecer, gastando suas últimas forças para berrar contra Adam:

— Pare, seu garoto insolente!

Só que a luz branca e a calmaria que agora invadiam aquela sala também enchiam os corações das crianças de paz, para que eles pudessem cair no sono e, saindo do mundo do Pesadelo, pudessem acordar cada um no seu lar.

Porém, antes que Adam saísse daquele mundo fantástico, ele avistou o anjinho e lhe agradeceu.

— Obrigado, meu amiguinho!

O menino de asas sorriu e acenou um tchau bem feliz.


Próxima página






Deixe seu comentário


Copyright © 2015 - Todos os direitos reservados a Conta Contos
Site desenvolvido por: Conta Contos