Carol e a Invenção do Chocolate

Escrita por Ery Lopes

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Capítulo 9


A ideia do artesão

 

A princesa sorriu, esperançosa de que o artesão realmente pudesse ter uma ideia positiva diante do problema que se apresentava.

— Então…? — ela indagou — Qual é a ideia?

Ele tirou sua mochila das costas, abriu-a e de lá tirou uma de suas criações.

— Uma harpa? — a princesa perguntou, surpresa.

— Sim. Vamos vencer o dragão com isso.

Era na verdade uma miniatura de harpa. Já havia um bom tempo que o artesão a tinha confeccionado para si mesmo. Ele adorava tocá-la, embora sempre tocasse melodias melancólicas.

Ela ficou um tanto desapontada, mas antes de perder todas as esperanças, preferiu perguntar:

— E… Eu posso saber como vamos vencer o dragão com… com uma harpa?

O jovem artesão, ainda que tivesse um semblante melancólico, respondeu com confiança:

— Se queremos atravessar o rio, a única forma de fazer isso é tirando o dragão do nosso caminho…

Carol não resistiu à tentação e interrompeu o artesão:

— E nós faremos isso com… uma harpa?

— Sim.

— E você já fez isso alguma vez?

— Não, alteza, mas hoje parece ser um bom dia para isso.

Ele levantou-se e apontou o caminho em direção ao rio:

— Está disposta?

Ela ficou pensativa por alguns instantes, mas logo mais se ergueu novamente. Não apenas por que a situação exigia uma atitude, como Carol também agora estava curiosa sobre o "poder daquela pequena harpa".

— Estou disposta sim! — disse a moça, pondo-se a caminho ao lado do rapaz harpista.

 

* * *

 

Enquanto isso, no palácio real, não encontrando a princesa em parte alguma, o rei e a rainha começaram a admitir a possibilidade de sua filha adotiva ter deixado o castelo. E àquela altura, só havia um lugar para onde ela talvez fosse:

— O Rio do Dragão Melancólico! — disseram ambos os monarcas juntos, e ao mesmo tempo apavorados.

— Será que ela faria isso? — a rainha levantou a questão.

— Eu aposto que sim! — respondeu o rei — Você não viu a coragem dela ontem à tarde, acalmando a multidão furiosa?

A rainha ficou ainda mais tensa e apressou-se em pedir:

— Depressa! Mande os cavaleiros irem buscá-la!

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