Carol e a Invenção do Chocolate

Escrita por Ery Lopes

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Capítulo 15


A travessia do rio

 

Chegada certa hora, o jovem artesão e a Princesa Carol despediram-se do Oráculo e dos nativos daquele Monte, pois precisavam retornar ao seu povo.

— Prometo voltar mais vezes, vovô! — disse o moço.

— E eu também virei. — a princesa também prometeu.

O Oráculo então os abençoou:

— Vão em paz, meus queridos!

Depois de cumprimentarem os guardiões da caverna, os dois jovens partiram dali; ele carregando sua nova harpa e ela carregando um tambor, que havia recebido de presente de um dos índios daquela aldeia.

Eles desceram o monte e chegaram até o rio, onde o mesmo dragão os aguardava.

— Será que vamos conseguir enganar o dragão? — ela perguntou.

— O vovô disse que o bicho é bem esperto e nunca vai cair no mesmo truque duas vezes. Na vez que ele conseguiu, o dragão se encantou com a harpa; na vez que nós conseguimos, além do instrumento, a fera se encantou com a sua voz. Sem Vossa Alteza, eu jamais teria conseguido.

— Bem, e agora? O que vamos fazer de diferente?

O rapaz apontou para o tambor que a princesa trazia.

— Vamos colocar ritmo à nossa música!

Dessa maneira, o dueto de músicos aproximou-se do rio tocando uma nova melodia para o terrível guardião do rio. Mas com aquela música, o bicho já não era tão terrível assim. Ele parecia até querer dançar no embalo daquela canção feliz. Não demorou muito e o dragão arremessou sua calda para que os dois jovens subissem nessa e atravessassem as águas correntes sem qualquer dificuldade.

Quando chegaram à outra margem do rio, a Princesa Carol até fez um carinho no rosto do dragão, que estava totalmente dócil e dessa forma permaneceu por um bom tempo. Quando a fera reacordou da hipnose, o dueto já estava caminhando pela floresta no rumo de casa.

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