
Escrita por Ery Lopes
No começo da semana seguinte, de volta às aulas, Emerson chega à escola, acompanhado da sua mãe. E para surpresa deles, alguém estava à espera daquele menino tão curioso e inteligente.
— Senhor Curador?! — exclamou Emerson, muito surpreso.
— Isso mesmo, meu pequeno arqueólogo! Eu consultei a listagem das escolas que montaram excursão para a nossa exposição e vim até aqui para encontrá-lo.
Como não conhecia aquele homem, a mãe ficou um pouco desconfiada e resolveu perguntar:
— E de que se trata...?
O curador respondeu prontamente:
— Eu suponho que seja a mãe dele...
— Sim, eu sou.
— Então deve saber que tem um filho especial, muito diferente de uma criança comum... um “eleito”!
Emerson não sabia exatamente aonde o curador queria chegar, mas sabia que se tratava da pirâmide, é lógico. Sua mãe, porém, não só estava sem qualquer noção do caso, como também já estava elevando o nível de sua preocupação.
— É o seguinte... — o homem continuou — Eu estou convidando o seu filho para uma missão especial... Uma grande missão!
— Que missão? — a mãe perguntou.
Nessa hora o sino da escola tocou, anunciando a hora de os alunos entrarem. Percebendo isso, então o curador do museu apressou-se em falar:
— Façamos o seguinte: eu gostaria que ele viesse até o museu esta noite. E, claro, devidamente acompanhado, pelo pai, pela senhora, ou ambos...
— Bem, veremos isso depois, mas agora meu filho tem de entrar para a aula...
O curador compreendeu.
— Sim, claro. Vá em frente, garoto!
Emerson cumprimentou o homem apertando sua mão e logo após despediu-se da mãe com um habitual beijo no rosto, para enfim adentrar a escola.
O curador completou a conversa com a mãe do pequeno arqueólogo ao mesmo tempo em que entregava algo a ela:
— Aqui está o meu cartão com o telefone para contato. Aguardarei a confirmação da visita do nosso eleito. E atenção: é muito importante e urgente que seja ainda esta noite, pois amanhã o museu terá de entregar a pirâmide, juntamente com as demais peças da exposição.
— “Pirâmide”? — pensou a mulher, sem nada entender.