
Escrita por Ery Lopes
O curador não estava morto. Apenas desmaiou com o choque da poeira envelhecida. Não tardou para uma ambulância chegar e socorrer o pobre homem.
Emerson e família voltaram para o lar em paz.
— Filho, por que resolveu não abrir a pirâmide? — perguntou o seu pai.
O menino respondeu:
— Como eu disse, ela pertencia à exposição. Não tinha o direito de violá-la. A curiosidade é uma coisa boa sim, mas temos de saber usá-la. Além disso, se era para saber o que havia dentro dela, então bastava esperar um pouquinho para descobrir, já que aquele senhor estava disposto mesmo a abrir de qualquer jeito.
— Muito bem, filho! — o pai o parabenizou.
— Estamos felizes por você! — acrescentou a mãe.
— É, felizes! — completou a pequena Emília, novamente provocando risos de todos da casa.
E assim, o nosso amiguinho curioso continuou sua jornada de aprendizado. Dessa história toda ele então tirou uma grande ideia: que iria ser um arqueólogo, para aproveitar bem sua curiosidade na pesquisa e descoberta dos mistérios do passado.
— Mas sem nenhuma violação! — disse ele, arrancando aplausos dos pais e da irmãzinha.